segunda-feira, 12 de setembro de 2011

PEDAÇOS


   NALDOVELHO

   Certa feita nas fundezas da noite
   vi meu corpo sofrido no açoite
   e eram tantos os chicotes do tempo,
   que fatiavam os meus pensamentos.

   E vi no chão muitos restos, cascalhos,
   poeira de pedra, projeto de ser.
   Depois vi um rio de águas barrentas
   levar pra bem longe este meu sofrimento.

   Hoje, passado um tempo de espera,
   lapidado nas águas, renascido nas pedras,
   quando eu me olho no espelho ainda acho
   que continuam faltando pedaços.

Um comentário:

  1. Parabéns Ronaldo. Bela Poesia.
    Abraços fraternos do amigo Paulo Resende.

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