domingo, 11 de setembro de 2011

ACREDITO EM GNOMOS


   NALDOVELHO

   Acredito em gnomos,
   fadas, dragões e duendes,
   em princesas aprisionadas,
   castelos de areia, cavalos alados
   e casas mal assombradas.
   Feitiço feito, e bem acabado,
   com veneno ardido de serpente,
   difícil de curar!

   Acredito na magia
   que a estrela da manhã
   nos deixa ao raiar do dia
   e sempre pago pra ver!
   Que remédio, sou poeta!
   Acostumado a crer em coisas
   que ninguém mais consegue ver.

   Acredito no amor,
   no ciclo eterno das águas,
   em mandalas feitas sem pressa
   que o vento desmancha ao entardecer.

   Acredito até em sereia!
   Dia desses, nem faz muito tempo,
   segui o rastro de uma,
   lá pras bandas de um estranho rochedo
   mareado pela força do mar.
   Até hoje busco catar os cacos
   e pacientemente emendá-los.

   Que remédio, sou um tolo!
   Repito, um poeta!
   Acredito até em você!

Um comentário:

  1. E eu acredito em poemas. E nas coisas que os teus me contam. Lindo texto.

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