segunda-feira, 25 de julho de 2011

A MULHER QUE REZAVA O SEU TERÇO

   NALDOVELHO

   A
mulher que rezava o seu terço

   pedia benesses que eu nem sei se mereço.
   Depois de algum tempo Deus respondia,
   que cada pedaço de pão teria o seu preço,
   e que a paga mais justa era o amor que existia.

   Ainda assim a mulher rezava o seu terço
   e prometia oferendas, penitências, desvelo,
   e pedia ao Pai um lugar ao seu lado.
   Depois de alguns dias o Céu respondia,
   que para cada degrau haveria um tropeço
   e que continuar no caminho já era um começo.

   E assim a mulher guardou o seu terço,
   abriu a janela, andou pelas ruas,
   percebeu dores que não eram as suas.
   Depois de algum tempo estendeu suas mãos,
   amparou quem havia desabado aos tropeços,
   e aprendeu finalmente a caminhar entre escombros.

   E então a mulher se lembrou do seu terço
   e agradeceu ao Pai por viver o dia a dia,
   e a cada dia um tropeço,
   e a cada tropeço um novo começo.

7 comentários:

  1. Meus parabéns, belo poema. Quem viveu tem o que escrever e a vida é boa quando sabemos nos manter em pé, apesar dos tropeços. Um abraço Hserpa

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  2. Meu querido amigo,lhe agradeço esse poema lindo e encantador. Considero o mais puro sentimentos de seu coração para comigo. Beijos com muito carinho.

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  3. Meu querido amigo, considero esse poema lindo como um grande e admirável respeito aos meus sentimentos.

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  4. Poema terno. Lembrei-me de minha nonna que rezava o terço todos os dias

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  5. Bom dia meu amigo....belíssimo...orai, vigiai e ajudai ao próximo, é a oração viva e vivenciada, parabéns pelo poema, adorei. Abreijos, guida

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  6. Maravilhoso querido poeta!...parabéns!

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