quinta-feira, 28 de julho de 2011

CRENÇA

   NALDOVELHO

   A crença na liberdade me impulsiona
   e transforma o homem que cresce,
   ainda que preso à muitas escolhas.
   Por isto morro um pouco menos a cada outono
   e renasço um pouco mais porque me proponho.

   A crença na amplitude me impressiona,
   e alonga os olhos que sondam,
   ainda que limitados à vida que me toma.
   Por isto morro um pouco menos a cada passo
   e renasço um pouco mais nas coisas que faço.

   A crença na eternidade me assusta,
   e traz lembranças pesadas, estranhas,
   ainda que pense imortal a alma que sonha.
   Por isto morro um pouco menos a cada tropeço
   e renasço um pouco mais em meus recomeços.

   A crença na existência me emociona,
   inquietude, saudade, nostalgia,
   ainda que não consiga chorar como devia.
   Por isto morro um pouco menos a cada dilema
   e renasço um pouco mais a cada poema.

   A crença que tenho em Deus me questiona,
   e no ciclo das águas descubro o mistério,
   ainda que tenha cometido tantos sacrilégios.
   Por isto morro um pouco menos sempre que eu possa,
   e renasço um pouco mais a cada resposta.

   CREDENZA
   NALDOVELHO

   La credenza nella libertà mi spinge
   e trasforma l'uomo che cresce
   ancora se attacato a tante scelte.
   Per questo muoio un po' meno ad ogni autunno
   e rinasco un po' di più perché mi propongo.

   La credenza nell'ampiezza mi impressiona,
   ed estende gli occhi di sondaggio,
   anche se limitato alla vita che mi prende.
   Per questo muoio un po' di meno ad ogni passo
   e rinasco un po' di più nelle cose che faccio.

   La credenza nell'eternità mi spaventa,
   porta ricordi pesanti, strani,
   anche se pensa immortale l'anima che sogna.
   Per questo muoio un po 'meno ad ogni ostacolo
   e rinasco un po ' di più nei miei inizi.

   La credenza nell'esistenza mi emoziona,
   irrequietezza, nostalgia, malinconia,
   anche se non riesco a piangere come dovrei.
   Per questo muoio un po 'meno ad ogni dilemma
   e rinasco un po' de più di ogni poesia.

   La credenza che ho in Dio mi chiede,
   e nel ciclo dell'acqua scopro il mistero,
   anche se ho fatto tanti sacrilegi.
   Per questo muoio un po 'meno ogni volta che posso,
   e rinasco un po' de più ad ogni risposta.

   Traduzido para o italiano por FERNANDA BELOTTI

7 comentários:

  1. Lindo, Naldo, renascer em cada passo é como deixar o dilema passar despercebido e seguir com nossa vidas adiante.
    E,como se morre aos poucos e se renasce logo, uma só resposta basta.
    Obrigado pela lembrança. Beijos
    Gostei muito:"Por isto morro um pouco menos a cada dilema e renasço um pouco mais a cada poema"

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  2. Que bom morrer um pouco menos a cada Outono e renascer um pouco mais depois...porque sim.

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  3. Belief.

    NALDOVELHO

    belief in freedom me boosts
    and transforms the man who grows,
    even if stuck to
    many choices. By this Hill a little less every autumn
    and reborn a little more why I propose
    .
    belief in amplitude impresses me,
    and lengthens the eyes that probe,
    even if limited to life that takes me
    . By this Hill a little less every step
    and reborn a little more on the things that I
    .
    belief in eternity scares me,
    and brings heavy memories, strange,
    even think immortal soul dreaming.
    By this Hill a little less every stumbling
    and reborn a bit more on my restarts.

    belief in existence excites me,
    anxiety, longing, nostalgia,
    still not be able to cry as it should.
    By this Hill a little less every dilemma
    and reborn a little more every poem.

    the belief I have in God asks me,
    and discover the mystery cycle, water still
    that has committed so many
    sacrilege inspiring. By this Hill a little less whenever I can,
    and reborn a little more
    each answer.

    ( Translation for English by Marlene Nass. )

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  4. Croyance.

    NALDOVELHO

    croyance dans la liberté, me stimule
    et transforme l'homme qui pousse,
    même si collés à la
    de nombreux choix. Par cette colline un peu moins chaque automne
    et né à nouveau un peu plus pourquoi je propose
    .
    croyance en amplitude m'impressionne,
    et allonge les yeux qui probe,
    même si limitée à la vie qui prend me
    . Par cette colline un peu moins chaque étape
    et né à nouveau un peu plus sur les choses que je
    .
    croyance dans l'éternité effraie me,
    et apporte des souvenirs lourds, étrange,
    rêvant de même pensez âme immortelle.
    Par cette colline tous un peu moins
    titubé et né à nouveau un peu plus sur mon redémarrages
    .
    croyance en l'existence excite me,
    anxiété, nostalgie, nostalgie,
    encore ne pas pouvoir pleurer comme il se doit.
    Par cette colline un peu moins chaque dilemme
    et né à nouveau un peu plus chaque poème
    .
    la conviction que j'ai en Dieu me demande,
    et découvrez le cycle de mystère, l'eau encore
    qui s'est engagé à tellement de
    sacrilège inspirant. Par cette colline un peu moins chaque fois que je le peux,
    et né à nouveau un peu plus
    chaque réponse.

    ( Traduit en Français par Marlene Nass. )

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  5. Quantas crenças a celebrar!
    Parabéns, Naldo!
    Abraços carinhosos!

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  6. Maravilhoso, poeta! Em uma época de tantas criticas e desrespeito as nossas crenças,é muito valida essa celebração. E vamos renascer, vamos florescer para vida, sempre e um pouco mais, a cada resposta obtida. Parabéns, amigo Naldo Velho! Abraços

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  7. BELÍSSIMA POESIA...E POR ISSO QUE DEVEMOS SEMPRE CRÊ , MAIS EM TUDO QUE FOR BOM E BONITO....<3

    MAGAL ROCHA.

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