quinta-feira, 28 de julho de 2011

COLHEITA DE PALAVRAS

    NALDOVELHO

   Ando colhendo palavras chuvosas,
   raras vezes em nuvens pesadas,
   normalmente chuva miúda,
   coisinha à toa, nada pra assustar.

   Coisas do mês de novembro,
   primavera, e se bem me lembro,
   amor perfeito, begônias, crisântemos.
   Não esquecer as azaléias,
   nascidas no inverno, e ainda por aqui.

   Ando colhendo palavras floradas,
   congestionamento de borboletas,
   passarinhada em festa,
   principalmente colibris,
   em córregos de águas claras,
   pelas manhãs, serra acima,
   dose certa de frio, um pouco de neblina,
   muita umidade no ar.

   Outro dia colhi a palavra semente,
   guardei-a com todo o cuidado,
   para que florescesse jardim.
   Depois, colhi, a palavra vivências,
   com todas as suas raízes,
   nunca pensei que fossem
   tão poderosas assim.

   Ando colhendo a palavra canteiros
   em tardes preguiçosas, novembro,
   café expresso, música suave,
   nostalgia pra todo o lado,
   ainda sinto falta de um cigarro,
   gotas de chuva miúda,
   tudo misturado num bloco de papel pautado...
   Versos acasalados, poemas.


   HARVEST OF WORDS
   NALDOVELHO

   I walk gathering rainy words,
   seldom in heavy clouds,
   normally small rain,
   little thing at random, not at all to frighten.

   Things of the November,
   spring, and if I well remember,
   pansy, begonias, chrysanthemums.
   Not to forget the azaleas,
   when they were born in the winter, and still this way.

   I walk gathering bloomed words,
   traffic jam of butterflies,
   birded in party,
   principally hummingbirds,
   in streams of clear waters,
   for the mornings, it saws above,
   certain dose of coldness, a little of fog,
   great moisture on air.

   Another day I gathered the word seed,
   I guarded it with the whole care,
   why was garden flowering.
   Then, I gathered, the word existences,
   with all his roots,
   I never thought that they were
   so mighty so.

   I walk gathering the word flowerbeds
   in lazy afternoons, November,
   definite coffee, gentle music,
   nostalgia for the whole side,
   I still miss a cigarette,
   drops of small rain,
   completely mixed in a block of ruled paper...
   Mated verses, poems.

   Translated into English by Marlene Nass.


   RÉCOLTE DE MOTS
   NALDOVELHO

   Je marche de collecte des pluies mots,
   rarement dans les nuages lourds,
   normalement petite pluie,
   petite chose au hasard, pas du tout pour effrayer.

   Choses de novembre,
   au printemps et si j'ai bien n'oubliez pas,
   Pansy, bégonias, chrysanthèmes.
   Ne pas oublier les azalées,
   quand ils sont nés en hiver et toujours de cette façon.

   Je marche cueillette des mots fleuris,
   embouteillage de papillons,
   birded en partie,
   principalement des colibris,
   dans les ruisseaux d'eaux claires,
   pour le matin, il scies ci-dessus,
   certaines doses de froideur, un peu de brouillard,
   grande humidité sur l'air.

   Un autre jour, que j'ai réuni la semence de la parole,
   Je le gardé avec le soin de tout,
   Pourquoi le jardin a été floraison.
   Ensuite, j'ai réuni, les existences de mot,
   avec toutes ses racines,
   J'ai jamais pensé qu'ils étaient
   donc si puissant.

   Je marche rassemblant les plates-bandes de mot
   après-midi paresseux, novembre,
   certaine musique douce cafée,
   nostalgie pour la partie entière,
   Me manque encore une cigarette,
   gouttes de pluie petit,
   complètement mélangés dans un bloc de papier ligné...
   Versets accouplées, poèmes.

   Traduit en Français pour Marlene Nass.

7 comentários:

  1. Parabêns poeta,linda e inspiradora poesia!!!

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  2. "Belas colheitas que acasalam poemas".
    Perfeito!!

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  3. Grande Poeta!

    Que doçura...lindas palavras. Parabéns pela belíssima composição poética.

    Um abraço.

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  4. Oh, meu amigo que coisas lindas você colheu!

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  5. Maravilhoso, Naldo, curti mto a sua companhia hj lá no Brinde, obrigada por toda a ajuda, Deus o abençoe

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  6. "Outro dia colhi a palavra semente,
    guardei-a com todo o cuidado,
    para que florescesse jardim.
    Depois, colhi, a palavra vivências,
    com todas as suas raízes,
    nunca pensei que fossem
    tão poderosas assim."
    Belíssima colheita Poeta!!!
    Linda noite pra Ti...
    Abraços... Milla

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  7. Meu especial amigo...bendito sejas, que semeias a vida, com versos à mancheias e colhes o carinho dos teus leitores e amigos...feliz domingo...abreijos, guida

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