sábado, 1 de fevereiro de 2014

COM FIOS DE PURO ALGODÃO - POEMAS DE LUZ E SOMBRAS

   NALDOVELHO

   Na quietude das horas
   eu colho sementes de tempo
   deixadas pela passarinhada
   no parapeito da minha janela
   e com elas cultivo meus dias,
   construo moinhos de vento,
   ergo castelos de areia,
   invento um amor derradeiro,
   parecido com aquele primeiro,
   mas desta feita com final feliz.

   Na quietude das horas
   eu cultivo palavras sementes
   e com elas escrevo histórias,
   embaraço e desembaraço enredos,
   invento e reinvento memórias
   repletas de sutilezas,
   pois assim me ensinou aquela senhora
   enquanto bordava meu nome
   com fios de puro algodão.

   Na quietude das horas
   eu espalho sementes de sonho
   que a passarinhada a tarde recolhe,
   e voa nem sei bem pra onde,
   tomara Deus para a sua janela,
   e que por lá encontre seus braços
   dispostos a colher meu abraço,
   pois assim me ensinou aquela senhora
   enquanto bordava o seu nome
   com fios de puro algodão.

9 comentários:

  1. QUE DELICADEZA!
    Abs
    Elaine Mello

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  2. Lindo vc tem muita criatividade seus poemas fazem um bem pra gente obrigada poeta.Ilca Karla Santos

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  3. um poema de ternura beijos poeta !!!

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  4. Enquanto a senhora borda, na quietude as horas , eu aguardo o seu abraço , amigo Poeta, Naldo Velho...:)

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  5. O tempo, sempre o tempo, inspirador dos poetas!
    Parabéns, Grande Bardo!
    Avraços

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  6. Querido Poeta e Amigo, os passarinhos atravessaram o oceano e trouxeram-me, em puros fios de algodão, o teu poema lindo... cujas sementes pousaram delicadamente no beiral das janelas dos meus olhos, para que as guardasse no cofre do meu coração.

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