NALDOVELHO
Eu
rabisco palavras de amor
toda
a vez que tropeço pelas ruas.
São
tentativas de disfarçar a dor
da
unha encravada, das constantes topadas,
joelhos
ralados, estabanado pelo chão.
Eu
rabisco palavras de solidão
toda
a vez que alguém me diz adeus.
São
poemas nostálgicos,
mãos
suadas, coração afrontado...
Assim
terminou a história de nós dois.
Eu
rabisco palavras suaves
toda
a vez que colho um sorriso.
Coração
ainda acredita,
poesia
é coisa bendita,
semente
de sonho, emoção.
Eu
rabisco palavras de ternura
toda
a vez que alguém me dá a mão.
Apesar
das lágrimas que escondo
e
do carinho muitas vezes negado...
É
sempre assim que eu me vejo depois.
Eu
rabisco muitas coisas,
normalmente,
poucos percebem!
Tatuei
em meu corpo segredos,
mapas,
poemas, enredos,
coisas
do coração!




















